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Cyberbullying no Brasil

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 Cyberbullying no Brasil O cyberbullying acontece quando a violência encontra espaço nas telas. É quando alguém usa mensagens, redes sociais ou até jogos online para machucar outra pessoa com palavras, humilhações, boatos ou exposições que fugiram do controle. No ambiente digital, tudo parece mais rápido e mais intenso: um comentário agressivo pode ser visto por dezenas de pessoas em segundos, e aquilo que foi dito fica registrado, voltando como uma ferida que não fecha. Para quem sofre, o impacto atravessa a tela, mexe com a autoestima, com o sono, com a maneira de se enxergar no mundo. Muitas vítimas carregam essa dor em silêncio, tentando lidar sozinhas com algo que nunca deveria ter acontecido. No Brasil , essa realidade ganha rostos, histórias e números que preocupam. Pesquisas do UNICEF e da SaferNet mostram que cerca de 60% dos jovens já presenciaram violência online , e entre 15% e 20% já foram diretamente atacados . São adolescentes que evitam postar fotos por medo de co...

As redes sociais, a Violência simbólica e os vários Capitais

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Bordieu estabeleceu por meio do conceito de Violência Simbólica uma contradição a Weber quando o mesmo afirma que: “O estado é a posse do monopólio da violência física e simbólica”. A Violência Simbólica de Bordieu é uma agressão sutil, pautada nos capitais ou acúmulos possuídos por cada indivíduo que são usados como suporte para tentar convencer alguém de algo por meio dos diversos capitais, algo que seria usado para pressionar ou dar credibilidade a uma ideia para convencer outra pessoa como por exemplo um título, uma aquisição, um cargo etc.  Porém não somente algo que exala status pode ser um mecanismo para a violência simbólica, a maneira como uma pessoa é vista, tratada ou comentada pode ser uma espécie de Violência simbólica por menor que seja. O bullying é geralmente visto como uma violência mais agressiva, física, brutal, mas muitas vezes o próprio bullying não precisa ser evidente para provocar grandes danos a vítima, comportamentos que muitas vezes seriam dados como norm...

O Bullying em Foucault e a Microfísica do Poder nas Redes Sociais

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Segundo o conceito de poder empregado por Michael Foucault, o poder rompe com as tradições marxistas que tomam o poder como algo mais ligado a economia, ele seria algo presente em todos os níveis da sociedade e que interligaria todo e qualquer indivíduo em uma enorme teia social de poder portanto ninguém está fora do impacto do exercício do poder e o poder também não está inteiramente monopolizado nas mãos de alguém durante todo o tempo. De mesma forma é importante notar que o poder não é percebido como algo que abrange somente grandes conjuntos, ele está presente em pequenos micro espaços criados por interações entre indivíduos em suas respectivas instituições como o trabalho, família e a sociedade. As redes sociais e o bullying se relacionam com esta temática na medida em que elas tornam possível o exercício do poder e da dominação sem necessariamente os indivíduos estarem ambos presentes em um local e hora específicos.  Quando um chefe ordena um empregado a fazer um relatório, o...

Max Weber

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 O sociólogo Max Weber defendia que o ser humano age movido por significados. Cada atitude carrega uma intenção, um motivo que vai além do simples impulso. Quando olhamos para o cyberbullying, percebemos que ele não é apenas um ato de agressão digital, mas uma forma de ação social: quem ofende, compartilha ou humilha alguém na internet está, de algum modo, tentando se afirmar, pertencer a um grupo ou mostrar poder. Nas redes, a busca por visibilidade e reconhecimento pode fazer com que a dor do outro se torne invisível. Weber nos faz refletir que entender o sentido por trás dessas ações é o primeiro passo para transformar o ambiente virtual em um espaço mais consciente e empático. Além disso, Weber falava sobre a racionalização da vida moderna, um processo em que a emoção e o afeto dão lugar à frieza e à impessoalidade. Nas redes sociais, isso aparece quando as pessoas tratam os outros como números, curtidas ou perfis, esquecendo que há sentimentos por trás das telas. Essa lógica ...

Émilie Durkhein

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 O sociólogo Émile Durkheim acreditava que o comportamento humano é fortemente influenciado pela sociedade. Nas redes sociais, o cyberbullying surge como um reflexo desse poder coletivo: uma prática que se espalha e se repete, como se fosse algo normal. Muitas vezes, quem agride não age sozinho, mas dentro de um grupo que reforça a violência com curtidas, comentários e compartilhamentos. Assim como Durkheim explicava em seus estudos sobre os fatos sociais, essas atitudes acabam ganhando força própria e pressionam os indivíduos a seguirem o mesmo padrão, mesmo quando sabem que estão machucando alguém. Por outro lado, Durkheim também falava da importância da solidariedade como base da convivência humana. O ambiente digital, porém, parece enfraquecer essa empatia, o anonimato e a distância transformam pessoas reais em perfis e avatares, fazendo com que a dor do outro pareça menos real. Quando essa solidariedade se perde, surge o que Durkheim chamava de anomia: a ausência de regras mo...