O Bullying em Foucault e a Microfísica do Poder nas Redes Sociais

Segundo o conceito de poder empregado por Michael Foucault, o poder rompe com as tradições marxistas que tomam o poder como algo mais ligado a economia, ele seria algo presente em todos os níveis da sociedade e que interligaria todo e qualquer indivíduo em uma enorme teia social de poder portanto ninguém está fora do impacto do exercício do poder e o poder também não está inteiramente monopolizado nas mãos de alguém durante todo o tempo.


De mesma forma é importante notar que o poder não é percebido como algo que abrange somente grandes conjuntos, ele está presente em pequenos micro espaços criados por interações entre indivíduos em suas respectivas instituições como o trabalho, família e a sociedade. As redes sociais e o bullying se relacionam com esta temática na medida em que elas tornam possível o exercício do poder e da dominação sem necessariamente os indivíduos estarem ambos presentes em um local e hora específicos. 


Quando um chefe ordena um empregado a fazer um relatório, ou uma mãe ordena que um filho lave o prato que sujou, isso é um exercício do poder, no entanto, carregando para a âmbito do bullying, se torna muito mais fácil para um opressor exercer um poder sobre o oprimido quando, pelas redes, ele tem acesso não somente a uma série de dados que podem ser usados contra o oprimido mas também tem um canal privado de olhares punitivos em que o opressor tem plena liberdade para destilar o ódio direcionado a sua vítima.



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