As redes sociais, a Violência simbólica e os vários Capitais

Bordieu estabeleceu por meio do conceito de Violência Simbólica uma contradição a Weber quando o mesmo afirma que: “O estado é a posse do monopólio da violência física e simbólica”. A Violência Simbólica de Bordieu é uma agressão sutil, pautada nos capitais ou acúmulos possuídos por cada indivíduo que são usados como suporte para tentar convencer alguém de algo por meio dos diversos capitais, algo que seria usado para pressionar ou dar credibilidade a uma ideia para convencer outra pessoa como por exemplo um título, uma aquisição, um cargo etc. 



Porém não somente algo que exala status pode ser um mecanismo para a violência simbólica, a maneira como uma pessoa é vista, tratada ou comentada pode ser uma espécie de Violência simbólica por menor que seja. O bullying é geralmente visto como uma violência mais agressiva, física, brutal, mas muitas vezes o próprio bullying não precisa ser evidente para provocar grandes danos a vítima, comportamentos que muitas vezes seriam dados como normais por certas pessoas, quando praticados em contextos específicos são um prato cheio para a prática clara da violência simbólica e ela pode até mesmo ser mais perigosa ainda que a fisicalidade, visto que ao atingir diretamente o mental da vítima, dependendo de quem for, pode carregar um fardo por minutos, horas ou dias sem ter como provar que está sofrendo um tipo de violência.



Relacionando com as redes sociais, no ambiente virtual se torna extremamente comum o uso de palavras, símbolos ou emojis como uma maneira dos usuários se expressarem e se comunicarem entre si, no entanto algo que também não é incomum é a ressignificação ou a criação de novos elementos com o intuito de passar uma mensagem de maneira sutil, seja entre pessoas ou grupos que, em grande parte das vezes, não apresenta boas intenções.



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