Émilie Durkhein

 O sociólogo Émile Durkheim acreditava que o comportamento humano é fortemente influenciado pela sociedade. Nas redes sociais, o cyberbullying surge como um reflexo desse poder coletivo: uma prática que se espalha e se repete, como se fosse algo normal. Muitas vezes, quem agride não age sozinho, mas dentro de um grupo que reforça a violência com curtidas, comentários e compartilhamentos. Assim como Durkheim explicava em seus estudos sobre os fatos sociais, essas atitudes acabam ganhando força própria e pressionam os indivíduos a seguirem o mesmo padrão, mesmo quando sabem que estão machucando alguém.

Por outro lado, Durkheim também falava da importância da solidariedade como base da convivência humana. O ambiente digital, porém, parece enfraquecer essa empatia, o anonimato e a distância transformam pessoas reais em perfis e avatares, fazendo com que a dor do outro pareça menos real. Quando essa solidariedade se perde, surge o que Durkheim chamava de anomia: a ausência de regras morais que orientem nossas ações. Enfrentar o cyberbullying, então, não é só punir quem agride, mas reconstruir laços de respeito e cuidado coletivo, para que as redes se tornem espaços de convivência e não de feridas.






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